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IGP-M acumulado em 2018 não afeta aluguéis, mas pode ajudar investidores

Indicador tem grande importância para os brasileiros, especialmente em reajustes de aluguéis, energia elétrica e também em investimentos

Belo Horizonte | 26/12/2018

Conhecido como a inflação do aluguel, o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) em 2018 não tem favorecido locatários de imóveis. A economia brasileira ainda em recuperação e o excesso de imóveis no mercado têm feito locatários abrirem mão do reajuste anual para manter seus inquilinos.

Em muitos casos, o desconto em aluguéis acaba sendo mais vantajoso para os proprietários do que manter um imóvel vazio. Especialistas explicam que, mesmo constando em contrato, aplicar o reajuste acaba sendo complicado quando o mercado está desacelerado.

Dessa forma, os preços de aluguel têm variado abaixo do IGP-M nos últimos meses. O IGP-M acumulado em 2018, apesar das recentes quedas, se mantém em níveis positivos. A prévia divulgada pela Fundação Getúlio Vargas para o indicador no mês de dezembro mostra queda de 1,15% em relação a novembro. No acumulado do ano até novembro, no entanto, o IGP-M está em 8,71%.

Usado para reajustar contratos de aluguel, o índice também serve de parâmetro para o reajuste de tarifas de energia e alguns planos de saúde. Criado na década de 1940, o IGP-M surgiu a partir da necessidade de medir o movimento dos preços de forma geral.

Bastante sensível à movimentação cambial, esse índice acompanha preços de matérias-primas agrícolas, industriais e bens de serviço. Seu cálculo tem como base alguns indicadores, como IPA-M (Índice de Preços do Atacado - Mercado), IPC-M (Índice de Preços do Consumidor - Mercado) e INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado).

Por considerar um cenário mais amplo, esse indicador tem caráter macroeconômico, permitindo que se tenha uma visão ampliada da economia brasileira e também da inflação.

Além dos aluguéis, a variação do IGP-M também pode influenciar as mensalidade de escolas e universidades, tarifas de energia elétrica, planos de saúde e algumas modalidades de seguro.

O que muitos não sabem é que ele também pode ser usado como referência para investimentos. O Tesouro Direto, por exemplo, já comercializou títulos públicos indexados a este indicador.

Outras modalidades de investimentos também podem se beneficiar e serem atreladas ao IGP-M. Esse é o caso dos Fundos de Investimento Imobiliários, também conhecidos como FIIs.

Com um cenário de taxa de juros em patamares mais baixos, há a possibilidade de maior acesso ao crédito, e com isso, é bastante comum ocorrer maior interesse por imóveis e outros ativos ligados ao setor.

O fundos de investimentos de forma geral são conhecidos por oferecerem rendimentos melhores que a poupança, além de contar com a expertise de gestores focados em trazer bons resultados aos investidores.

Os Fundos Imobiliários oferecem também oportunidades interessantes a quem pretende investir no longo prazo. Isso porque eles podem acompanhar índices que corrigem os aluguéis ou medem a inflação, como o próprio IGP-M e também o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Além de beneficiar quem lucra com o reajuste dos contratos de aluguel, também podem favorecer o preço de imóveis para compra e venda.

Muitos investimentos que rendem de acordo com o IGP-M seguem a variação dessa taxa mais uma prefixada, determinada no momento da compra do ativo. A natureza híbrida desses títulos pode trazer resultados positivos para quem espera receber acima da inflação.

Isso é possível porque, mesmo com a variação intensa do indicador ao qual está ligado, o título consegue entregar um percentual fixo acima desse patamar, favorecendo especialmente quem investe por períodos maiores e em que não há como prever a movimentação do mercado.

Website: https://artigos.toroinvestimentos.com.br/igpm-o-que-e-indice-acumulado