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Plano de integridade exigirá protagonismo de lideranças multidisciplinares

Baseado em lei anticorrupção de 2013, conjunto de diretrizes utilizado por empresas privadas precisa diversificar o foco para aprofundar análise de riscos

São Paulo, SP | 04/02/2019

Considerado um estudo essencial para o mapeamento dos riscos envolvidos na operação de qualquer companhia, o chamado Plano de Integridade precisa diversificar sua análise, antes focada apenas em problemas de impacto financeiro, para observar muitos outros fatores que podem colocar a reputação e o futuro da organização em perigo.

A opinião é de especialistas na área de compliance, que alertam para uma defasagem da utilização desse dispositivo quando utilizado apenas para avaliar riscos de caixa, como explica a diretora de compliance da TMF Group Brasil, Vanessa Mello. “Quando um plano de integridade é produzido, não pode contar apenas com insights fornecidos pelo CFO. Precisa de muito mais do que isso para entregar resultados completos”, explica.

Segundo a executiva, quando grandes empresas realizam um Plano de Integridade, precisam ouvir líderes de outros departamentos como logística, jurídico, marketing, operações, facilities, RH, entre outros. “Se apenas os riscos financeiros estiverem no centro de tudo, os outros perigos da operação serão ignorados em detrimento da perda imediata de dinheiro, causando um dano muito maior no longo prazo, tanto à reputação de uma marca, quanto a sua estrutura interna”, argumenta Vanessa.

Toda o diagnóstico relacionado ao desenvolvimento de um plano era feito sob o ponto de vista monetário, de uma forma que tradicionalmente envolvia o impacto à organização, mas não a probabilidade de um evento prejudicial acontecer. A especialista, no entanto, indica que uma abordagem moderna precisa ser feita durante a elaboração de um estudo desta natureza.

“O caminho contrário precisa ser feito, quando também é analisado não apenas os impactos imediatos no bolso da empresa – perdas de bilhões de reais, sanções governamentais aos negócios da companhia ou mesmo a suspensão de suas operações -, mas também qual a probabilidade de qualquer coisa ruim acontecer”, detalha a diretora de compliance da TMF Group Brasil.

Diferentes requisitos precisam de atenção

Toda análise realizada para compor o Plano de Integridade demanda a avaliação de vários riscos, sejam ambientais, de qualidade, marca, acionário e, considerado mais importante de tudo, os riscos responsáveis por impactar a saúde e segurança de todos os funcionários da empresa.

“Vemos muitas empresas, em vários segmentos da economia, descuidando de obrigações trabalhistas e mesmo de um ambiente seguro e ergonômico para os colaboradores. Se por um lado isso representa a economia de dinheiro num primeiro momento, se alguma crise neste sentido for enfrentada pela corporação, o caixa vai sofrer muito mais no longo prazo, sob o julgamento da opinião pública”, finaliza Vanessa Mello, Diretora de Compliance da TMF Group Brasil.



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