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Revista RI debate riscos e desafios da Transformação Digital

A transformação Digital brasileira está de 3 a 4 anos atrás em comparação com a Europa e EUA e será somente em 2021 que as empresas vão acelerar o processo

São Paulo | 07/08/2019

A Transformação Digital é questão de vida ou morte para as empresas brasileiras de todos os portes e é muito mais "transformação" do que "digital". Na verdade, envolve a integração da tecnologia a todos os aspectos da empresa. Para isso, é preciso ter uma mente aberta para o novo, procurar ser ágil e atender melhor o cliente. Segundo a Gartner Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento sobre tecnologia, as mudanças já são sentidas pelas empresas brasileiras. Levantamento realizado ao final de 2018, mostra que 46% dos empresários brasileiros acreditam que o modelo de negócios de suas empresas já foi modificado ou se encontra em processo de mudança.

No entanto, as empresas brasileiras ainda estão atrasadas em relação ao resto do mundo neste quesito. "As empresas usaram a Transformação Digital ou as tecnologias digitais visando melhoria de performance e eficácia para redução de custos e se defender da crise. O movimento é um pouco diferente do que você vê lá fora que são as empresas indo entender melhor o cliente utilizando big data ou analytics para aumentar as vendas", afirma Norberto Tomasini, sócio da PwC.

Ele estima que a transformação Digital brasileira está de 3 a 4 anos atrás em comparação com a Europa e EUA e será somente em 2021 que as empresas vão acelerar sua Transformação buscando melhorar o atendimento ao cliente e a demora do movimento pode prejudicar a competitividade das empresas brasileiras no mercado externo.

Para as companhias abertas, o desafio é ainda maior. A bolsa induz os investidores a olharem para os resultados trimestrais, quando acontecem as teleconferências com os RIs e gestores. "Isso leva os investidores a terem uma visão de curto prazo e a Transformação Digital não é algo que ocorra logo. Uma empresa de capital aberto é gerenciada para ter resultados no curto no médio e no longo, mas a transformação é algo que vai muito além da automação e da ansiedade do acionista", diz o líder de Transformação Digital da KPMG no Brasil, Oliver Cunningham. Ele observa que o maior problema é que o risco de não fazer nada na era da Transformação Digital é maior de todos e mesmo quem busca inovar e transformar não tem garantia de que vá acertar. "Pelo contrário, a garantia é de que você vai errar. Isso traz uma questão de quão bem uma companhia de capital aberto pode aprender a errar, visto que ela tem parâmetros de performance muito curtos e as métricas que os investidores estão costumados a ver, muitas vezes, na transformação digital, podem não capturar o sucesso da transformação", explica.

A Transformação Digital é tema da edição deste mês da Revista RI (Agosto.2019), que começa a circular nesta quinta-feira, 08/08, mas já pode ser conferida em sua versão digital no site: www.revistaRI.com.br